terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FLAP - a mala com painéis solares

Eis o derradeiro saco de viagem que se propõe dotar o seu utilizador de autonomia energética. O FLAP, acrónimo para Flexible Light and Power (Energia e Luz Flexível), é um saco equipado com painéis solares que capta e armazena energia para depois ser usada para iluminação ou para alimentar pequenos dispositivos electrónicos portáteis...
O dispositivo, desenvolvido pela Timbuk2 em parceria com a Portable Light Project, é um dos resultados da aposta na criação de têxteis com capacidade de absorver e armazenar energia através de painéis solares. Esta solução e outras idênticas representam a promessa de obtenção de energia eléctrica limpa e sustentável destinada a regiões carenciadas tendo em vista o seu desenvolvimento económico. A utilização de equipamentos eléctricos e electrónicos necessários às áreas da saúde, educação, etc. passará a ser possível graças a esta tecnologia.

Disponível em duas versões, de 2watts e de 4 watts, o FLAP possui uma pequena bateria, um ecrã de iluminação por LEDs, um foco para leitura e uma ficha USB (apenas na versão de 4watts). O baixo consumo dos LEDs dão-lhe uma autonomia de 10 horas com a bateria completamente carregada. É possível retirar o dispositivo propriamente dito para fora do saco (fixa-se através de velcros) e usá-lo autonomamente.
O FLAP foi apresentado recentemente no PopTech causando sensação. Alguns exemplares do protótipo foram estão já a ser testados no terreno. Em Agosto passado foram enviados para o Ghana e para o Quénia e no mês seguinte para uma região no estado do Arizona, EUA, onde não existe ainda rede eléctrica.
Resta acrescentar que este projecto não tem fins lucrativos. Muitas das verbas utilizadas provém de parceiras e donativos. O dinheiro obtido através das vendas fora de regiões desfavorecidas é canalizada para o desenvolvimento, produção e distribuição de novos exemplares. Apoie este projecto.










Ofereça-lhe flores



Este é um daqueles projectos que nos surpreendem pela simplicidade. Orchid, uma embalagem para transporte de flores que se pode transformar num vaso é, no fundo, uma dobragem de origami feita em folha de alumínio. E esta pequena mudança de material fez toda a diferença, uma vez que se mantiveram todas as qualidades do papel e se acrescentou uma nova: a impermeabilidade. Só assim se tornou possível obter um recipiente onde colocar água ou terra para manter uma flor sempre viçosa e que é, simultaneamente, tão leve e delicado como a própria flor.
À primeira vista pode parecer que uma criação destas teria de vir fatalmente do Japão ou de qualquer país oriental. Desenganem-se os que assim pensam, pois Orchid vem do outro lado do mundo, dos países nórdicos. Os seus autores, da empresa PACKLAB. Partners, idealizaram este projecto no âmbito do Nordic Aluminium Package Design Award 2009, uma competição anual promovida pela Aluminiumriket Sverige, uma confederação de empresas que trabalham com alumínio. O objectivo deste evento, aberto a engenheiros, arquitectos e designers nórdicos, é promover a concepção de novas e atractivas embalagens feitas integral ou parcialmente de alumínio. No final o projecto Orchid acabou por ver-lhe atribuído o primeiro prémio.
Entre várias propostas muito interessantes, o júri optou por distinguir esta pela simplicidade da sua concepção. Os aspectos destacados foram: a junção de duas funções (transporte+vaso), a economia de material, o armazenamento (pode-se dobrar como uma folha) e as possibilidades de reutilização. Uma boa escolha, sem dúvida.




SLEEP BOX





Quantos de nós já não passaram uma noite ou várias horas no aeroporto à espera de um avião? Se ao menos, aqueles bancos de metal não fossem tão duros para dormir uma sesta... Quantos de nós já não fizeram horas extraordinárias no trabalho para terminar um projecto qualquer? Se ao menos houvesse um cantinho qualquer em que pudéssemos descansar uma hora ou duas...
Finalmente, as preces dos viciados em trabalho e preguiçosos natos foram ouvidas: os arquitectos Alexey Goryainov e Mikhail Krymov do grupo Arch criaram a Sleepbox. Com apenas 3,75 m², é um projecto que promete revolucionar as horas de descanso de múltiplos viajantes e trabalhadores.




Trata-se, como o nome indica, de uma pequena caixa de 2m x 1,40m x 2,30m para dormir com conforto e segurança. Oferece momentos de sono tranquilo e descanso numa cidade, sem perda de tempo à procura de um hotel. Foi idealizada para estar presente em estações de trem, aeroportos, locais públicos centrais, entre outros locais onde possa haver aglomerações de pessoas exaustas. Em países com um clima temperado a Sleepbox poderá ser utilizada também nas ruas.
Graças à Sleepbox qualquer pessoa tem a oportunidade de passar a noite em segurança e de forma barata, em caso de emergência. O espaço móvel inclui uma cama e está equipado com um sistema de mudança automática de lençóis, sistema de ventilação, alerta sonoro, televisão LCD incorporada, WiFi, plataforma para um computador portátil e phones recarregáveis. Debaixo do chão há ainda um espaço para as malas. O pagamento poderá ser feito em terminais partilhados, que dariam ao cliente uma chave electrónica, sendo possível comprar 15 minutos ou várias horas. Agora é esperar pela comercialização, mas verdade seja dita: quantos de nós já não tinham pensado numa caixinha assim para poupar um par de olheiras?




























JUNK ART

Já se imaginou a andar por aí com uns ténis que, em vez de feitos de pano e sola, são de metal e todo o tipo de lixo electrónico? Pois... nós também não. Mas foi essa a ideia de Gabriel Dishaw, que no seu último trabalho de junk art – arte que aproveita e recria tudo o que as pessoas já não querem – criou uma série de ténis usando objectos que encontrava.
Pegando em máquinas de escrever, computadores velhos e outros mecanismos que já ninguém usa, Dishaw cria esculturas, transformando o inútil e o insignificante em algo que toda a gente possa perceber e rever-se, variando de figuras minúsculas a esculturas de quase 2 metros. Experimentando desde os anos 90, já desenhou e criou inúmeras esculturas desde a sua adolescência. Envolvendo bastante trabalho e tempo, as peças cresceram não só em tamanho, mas também em importância do conceito.


O seu último trabalho, “The shoe series”, revisita os clássicos de ténis, em que tudo é levado ao pormenor: as caixas são reproduzidas, valorizando-se a portabilidade, tal como os logótipos e os atacadores. Mostrando bom humor, Dishaw criou também versões “Pentium” dos modelos, aludindo ao nome dos chips Intel utilizados na sua construção.
Cada peça pesa cerca de 7kg e estão disponíveis para venda desde o início de Outubro. As medidas assemelham-se a um sapato clássico e todas as suas criações são originais e construídas a partir de cabos, metal e circuitos. Nas palavras do artista, estas criações “dão-me um caminho para me expressar de uma forma que não me ajuda apenas a mim, mas também ao ambiente”.















Arte em forma de Ar condicionado

Estamos a assistir a uma nova moda: a chamada "artificação" de objectos obsoletos e de pouco valor visual. Alguma coisa como pegar na porta da casinha do gás e pintá-la às cores. Ou reproduzir um Picasso, um van Gogh ou um Klimt, como os que se vêem na imagem, na caixa de electricidade. Só porque sim.
O caso de hoje é o ar condicionado. Já reparou nas caixas volumosas que saem das janelas dos edifícios? Cinzentas, feias e aos milhares. Numa tentativa de tornar os aparelhos mais apetecíveis à vista e menos industriais, a LG criou a gama de ar condicionado ArtCool. Com estilo, inovadora e atraente, lembra-nos um ecrã plasma de televisão. Ideal para pequenos quartos e escritórios, o ArtCool é mais pequeno que os mecanismos convencionais e pode ser adquirido em várias cores e padrões.


No entanto, este não é o único exemplo. James Glancy foi convidado a modificar o monstro que era o sistema de ar condicionado da National Magazine Company, em Londres. Decidiu então colori-lo, tornando-o um ponto de visita para turistas e uma agradável surpresa para os habitantes da metrópole.





Outro designer que decidiu inovar nos ares condicionados foi David Billy, por iniciativa própria. Conhecido pela sua arte urbana, Billy transformou um aparelho abandonado e inútil numa televisão dos anos 90, feita de cartão. Chama-se Televox e chama a atenção dos transeuntes que passam por Brooklyn, Nova Iorque.



Por fim, o captador de vento de Dunstable Downs, Inglaterra, não é bem um ar condicionado. Melhor: é um sistema que condiciona o ar de forma artesanal, já que não utiliza energia eléctrica. Trata-se de um bloco a 100 metros do Centro Chilterns Gateway que, levando o ar debaixo da terra até ao edifício, consegue refrescá-lo sem o uso de energias poluentes. A verdade é que não é nenhuma novidade, pois já é utilizado durante séculos na arquitectura persa. A novidade está, sim, na sua forma moderna que nos lembra um qualquer objecto de arte abstraccionista.

















Latas de Coca-Cola ecológicas



As preocupações ambientais do século XXI a que a Conferência de Copenhaga tem dado relevo chegam também aos designers e fanáticos da coca-cola de todo o mundo. Agora, ser ecológico está mais na moda, dois designers encontraram aí motivação para criarem embalagens completamente novas para as latas de coca-cola.
A lata The Faceted foi criada por Dzmitry Samal, um designer bielorrusso com sete anos de experiência internacional, professor em Milão. Com formas que se assemelham a losangos, esta nova lata é fabricada através de extrusão por impacto, um processo em que o alumínio é pressionado a alta velocidade para um molde. Tendo um período de vida mais longo, poupa também energia no seu fabrico, usando um método mais ecológico. Isto sem falar do formato, que é bem mais inovador e moderno daquilo a que estamos habituados.
O outro exemplo vem de Harc Lee, um americano que criou a lata de coca-cola Naked. Nua porque, ao contrário do que estamos habituados, esta embalagem é feita sem nenhum tipo de pintura. O logótipo é embutido numa superfície monocromática e, como tal, dispensa a utilização de qualquer tipo de tinta tóxica, reduzindo a energia e a poluição necessárias para a sua produção. O resultado é um aspecto muito limpo e claro, no formato idêntico ao que já conhecemos, e que condiz com o iPod que anda no bolso.






Andreas Rocha – pinups e fantasia



Depois de cinco anos dedicados à arquitetura decide ser designer e começa a trabalhar em ilustrações e pintura matte. É português, vive em Lisboa, tem 32 anos e chama-se Andreas Rocha. É já reconhecido um pouco por todo o meio e foi destacado em publicações como a Expose, Exotique, ImagineFX e a 2DArtist Magazine, trabalhando em ilustração de livros, campanhas de publicidade, capas de CD e promoção de jogos.
O que o levou a desistir da sua profissão? Primeiro a fantasia, depois as pinups. Admirando designers como Drew Struzan e Jeff Easley, a paixão pela ilustração de fantasia nasceu quando tinha 12 anos e o passatempo foi se tornando cada vez mais sério, principalmente quando descobriu a pintura digital durante a universidade. A partir daí, investiu nas pinups e nas imagens mais eróticas, desenhando retratos e personagens. A colecção destas imagens é ainda uma parte importante no seu trabalho.

À medida que o trabalho de Rochas foi evoluindo, mostrou-se mais favorável a pinturas matte, ou seja, a representações de paisagens e ambientes que pertencem a um mundo fantástico. Podem admirar-se campos com horizontes distantes, pautados por grandes montanhas, árvores ou ruínas e, muitas vezes, com toque sombrio.
Uma das ilustrações referidas pelo próprio como sua preferida intitula-se “One Ticket, Please”, que representa um rapaz a enfrentar os seus próprios medos e a saciar a sua curiosidade, visitando um espectáculo duvidoso numa cave de um edifício, o “Horror Festival”.
Encontrando-se há 10 anos na pintura digital, quer seja a tempo inteiro ou não, os seus trabalhos mais recentes incluem o jogo do Facebook Castle Age e a campanha de publicidade “Lion Heads” para a Krypton.