terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Cadeira THONET

Michael Thonet (1796-1871), nasceu em Boppart am Rhein, na Áustria.onde montou seu primeiro atelier. Fundou a empresa Thonet em 1819 para produção de seus próprios projetos. Registrou sua primeira patente para moldagem de madeira laminada em 1842. No início do século XX vários arquitetos vanguardistas de Viena desenhavam móveis para Thonet, incluindo Josef Hoffmann.Na década de 1930 a empresa passou por uma grande expansão com linhas de móveis tubulares em aço de desenhistas famosos da Bauhaus como Mart Stam, Marcel Breuer e Mies van der Rohe. Le Corbusier foi o primeiro a utilizar as cadeiras Thonet já num ambiente modernista. A cadeira 1859, ou modelo 214, foi e um dos modelos de maior sucesso concebidos para produção industrial. É o resultado de anos de experiência durante a decada de 1850 na arte de dobra madeira sólida, e foi desenvolvida já com o objetivo de produção em massa (por volta de 1930 já tinham sido vendidos mais de 50 milhões de cadeiras em todo mundo). A empresa é atualmente dirigida pela 5 geração dos Thonet, com sede em Frankenberg, na Alemanha, onde mantém um museu.











AVATAR: a experiência visual


Cameron planeia Avatar desde meados dos anos 90. A impossibilidade técnica de dar vida ao universo que ele vem imaginando desde então nos fez esperar até este ano. Primeiro, o óbvio: o filme é bom. O filme é muito bom. Em segundo lugar: dê preferência à projeção 3-D. Uma pena que a projeção ainda seja raridade no país.
O visual que Cameron conseguiu dar ao filme é absurdamente impactante. Pessoas que nunca viram um filme em 3-D antes vão ter uma certa dificuldade de se adaptar a essa forma de ver as coisas na tela, tamanha a grandeza das cenas. Os que já estão habituados à tecnologia vão se sentir diante da melhor projeção 3-D que já viram na vida, e mais: vão reparar que Cameron opta por tratar a ferramenta não como um mero recurso extra para dar impacto a cenas de ação, mas como algo indispensável na construção de seu universo. Mais do que jogar objetos na nossa direção, o filme flui inteiramente no formato. Cada cena, cada paisagem foi delicadamente pensada nessa forma.


Nos primeiros minutos de Avatar, somos apresentados a Jack Sully (Sam Worthington), soldado preso a uma cadeira de rodas que perde seu irmão cientista. O irmão fazia experiências no planeta Pandora, onde a humanidade quer explorar um certo minério que pode significar sua sobrevivência mesmo numa Terra completamente esgotada de recursos naturais. Jack, graças à semelhança genética com seu irmão, tem a chance de continuar seu trabalho no planeta selvagem. Ele aceita a oportunidade e é apresentado aos Avatares, seres híbridos entre os humanos e os alienígenas que permite aos primeiros sobreviver na atmosfera de Pandora. Os Avatares são controlados à distância por humanos de onde o código genético foi retirado. Jack fica encarregado de controlar o Avatar de seu irmão falecido e entra no mundo de Pandora, onde tem contato com a raça dominante local, os Na´Vi.
O que se segue é uma história que você provavelmente já viu. De fato. Avatar, como história, não traz grandes novidades. O que faz a gente se segurar nas cadeiras, prender a respiração, grudar os olhos na tela, é a forma como essa velha história – e por velha, não queremos dizer ruim, muito longe disso - é contada.


A paixão com que Cameron tratou Avatar está refletida em cada árvore, animal, paisagem e na atuação de cada um dos atores e atrizes. Por sinal, todos: Worthington como Jack, Zoe Saldana (a Uhura do novo Star Trek) como a princesa Na´Vi Neytiri, e Sigourney Weaver como a doutora Grace Augustine, estão excelentes. A tecnologia visual, ainda que embasbacante, não ofusca o enredo ou as suas atuações, antes, complementa e incrementa a experiência sensorial que é assistir a um filme na tela grande.
E isso é positivo? É. A imersão é absolutamente completa. Você esquece que está vendo a um filme 3-D. Em alguns momentos, você está mesmo em Pandora, voando ou caindo de uma cachoeira.
O jogo no cinema mudou? A forma de contas histórias mudou? Muitos que viram Avatar apostam nisso. Talvez seja cedo para dizer. O que dá para dizer imediatamente após sair da sessão é: o próximo filme 3-D que eu for assistir vai ter que se esforçar e muito para igualar a experiência de Avatar.



`s Baggers, o restaurante automático


Em Nuremberga, na Alemanha, existe um novo conceito de restaurante ou, pelo menos, de atendimento aos clientes. E não é self-service. É mais net-service. O `s Baggers é um restaurante automático, o primeiro deste tipo, que serve através de pedidos pela internet e não necessita de empregados de mesa.
Como vem sendo hábito em muitos restaurantes modernos, aqui serve-se comida saudável e com poucas gorduras, mas não é isso que distingue verdadeiramente o `s Baggers, um restaurante futurista e ecológico - pelo menos no que diz respeito à poupança de empregados.


O cliente, quando se senta, em vez de um empregado de mesa com a ementa, vê um ecrã táctil com acesso à Internet, através do qual digita o número de pessoas que estão na mesa. Depois é atribuída uma cor a cada pessoa para o pedido do prato e bebida. Existe ainda pagamento por cartão e acesso livre à internet, caso se queira entreter enquanto o seu pedido não chega. Quando este estiver pronto, não tem de se preocupar em vir buscá-lo - e aqui está a novidade da coisa: existe um sistema de carris em espiral, ligado à cozinha que traz toda a refeição até ao centro da sua mesa, fazendo assim com que todos os pratos caiam literalmente do céu.
O conceito inspira-se nos pratos de sushi japoneses, servidos através de tapetes rolantes, mas desenvolve-o e melhora-o. As vantagens são visíveis: há um ganho considerável de tempo, menos custos para o proprietário do restaurante e menos enganos no atendimento aos clientes - o computador não erra. Apenas a limpeza das mesas não é ainda automática. Quem sabe não é uma boa opção para o seu jantar de réveillon...














D de design, D de diferença


Se invertermos efeito D aparece-nos a palavra defeito, mas não é disso que se trata este artigo. A letra D vem de diferença, mas representa mais do que isso: quer dizer ajuda, colaboração, solidariedade. D quer dizer também Down. A síndrome de Down, ou Trissomia 21, deriva o seu nome do médico britânico que descreveu pela primeira vez esta doença genética causada pela existência de um cromossoma extra. Com base na particularidade das pessoas portadoras desta síndrome, a marca promove a criação de peças de design únicas, que oferecem atributos diferentes devido a pequenas alterações não existentes no objecto original. Uma diferença positiva.
Associados a esta causa estão designers de diversas nacionalidades que deram o seu contributo em prol da beneficência. A “Unusual Position” do basco Martín Azúa permite a uma cadeira suster-se de pernas para o ar, devido a um corte lateral nas costas. A “Pen Gorda” de Pedro Silva Dias é exactamente o que o nome augura: uma pen USB robusta que, devido ao seu tamanho, promete nunca se perder. A “Pure Mess” do austríaco e co-fundador da Radi Designers, Robert Stadler, é criada através de madeira com nós, normalmente preterida pelos circuitos comerciais, mas que aqui oferece um padrão único à peça. A “Helpy” de Henrique Ralheta é uma mesa composta de dois elementos independentes, criando uma harmonia frágil, mas ímpar.




Existem também resmas de papel de diferentes cores e texturas, pizzas com ingredientes em forma de comprimidos, cadeiras rhino, vasos em crescimento, colares espelho, entre outras preciosidades a serem descobertas no efeito D.
São ao todo 18 artistas e um estúdio a contribuírem para este projecto criado pela agência de Publicidade BBDO Portugal com a colaboração da Experimenta Design e da Fundação Calouste Gulbenkian. As peças podem ser encomendadas no website da marca e todos os lucros revertem na sua totalidade a favor do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças.











Tomada eléctrica Rozetkus 3D


Art. Lebedev Studio é um atelier russo fundado em 1995 e liderado por Artemy Lebedev. É conhecido internacionalmente pela sua actividade na área do design gráfico, web e de produto. As suas propostas, muitas delas meramente conceptuais, destacam-se pela originalidade, funcionalidade e excelência tecnológica. A comprová-lo, eis que das suas pranchetas de desenho surge mais uma solução genial para um problema comum: ligar várias fichas eléctricas na mesma tomada. Chama-se Rozetkus 3D.
À primeira vista nada distingue este dispositivo de uma tomada eléctrica comum. Mas basta clicar nele como se fosse um botão para que saia da parede um bloco cúbico telescópico com uma tomada em cada uma das faces visíveis. Poderá então ligar aí os seus equipamentos com a máxima segurança. Para voltar a colocá-lo na posição inicial basta empurrá-lo para dentro até ouvir um clique. Simples, elegante e funcional.
















terça-feira, 29 de dezembro de 2009

GRACE - a bicicleta do futuro

O velocípede que a firma alemã Grace pretende comercializar não é, à primeira vista, uma bicicleta qualquer. É um produto de alta tecnologia construído artesanalmente em alumínio e fibra de carbono e que, além do mais, é motorizado. Não se trata de um conceito propriamente inovador mas a firma apresenta-o como sendo a primeira e-motorbike a poder circular legalmente em qualquer rua ou estrada. Por estes motivos, pretende cobrar por cada exemplar uma quantia exorbitante, que começa em 5877 euros (+IVA) para o modelo de base. Será que vale o preço? Vejamos.
Algumas características da Grace podem ser encontradas em outras bicicletas, como é o caso da estrutura ultra-leve em alumínio CNC e de alguns componentes em fibra de carbono. O que a diferencia das outras é um motor eléctrico de 1300 watts alimentado por um grupo de baterias de iões de lítio de 13 AH de última geração que lhe permitem deslocar-se a uma velocidade máxima de 45 Km/hora. Este é, de resto, o limite de velocidade nas cidades para este tipo de veículo.
Todos os dispositivos são controlados por um microprocessador integrado no bloco do guiador. Há pormenores verdadeiramente notáveis, há que reconhê-lo. Por exemplo, as diferentes versões dos motores (normal, corrida e montanha) ou os travões hidráulicos que accionam o farol de stop colocado na parte de trás do selim, tal como um automóvel.
Resta dizer que na Grace tudo é absolutamente personalizável: os motores, os equipamentos, as cores, etc., ou não fosse construída manualmente. A firma apenas vende os seus modelos por encomenda e reserva-se o direito de não revelar o número de exemplares que tenciona produzir na série "Edição Limitada". Um puro objecto de luxo.




























Hotel Espacial

Ao entrarmos na nave duas portas automáticas fecham-se automaticamente. O interior é asséptico e frio com paredes curvilíneas de um branco brilhante. Enquanto isso, pela janela, podemos observar o planeta Terra a girar imperturbável lá em baixo. Pela descrição parece que estamos a viver uma cena do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, e só faltaria mesmo a voz monocórdica do supercomputador HAL para ser verdade. Mas não se trata de ficção científica. Tudo isto está prestes a concretizar-se sob a forma de um hotel espacial. O espaço tornou-se mais acessível - para quem o puder pagar, claro.
Um hotel suspenso no espaço será necessariamente diferente de todos os hotéis da Terra. A vida a bordo não será muito fácil, pois terá de obedecer a certas exigências comuns às missões espaciais e ao cinema de ficção científica. Para os hóspedes se movimentarem, por exemplo, deverão usar roupas com velcro para se agarrarem ao chão e às paredes. Tomar banho em gravidade zero exclui os duches; para ultrapassar esta dificuldade os passageiros terão ao seu dispor um spa com bolhas de água flutuantes. Mas tudo isto é recompensado pelo espectáculo do nascer do Sol repetido quinze vezes por dia, pois a nave dá uma volta inteira à Terra a cada 80 minutos.



O projecto promovido pela empresa Galactic Suite parece, à primeira vista, utópico. Na verdade este hotel possui apenas capacidade para quatro pessoas além dos dois astronautas/pilotos da tripulação. Cada uma delas terá de pagar 4 milhões de dólares por uma estadia de três noites que inclui também um curso de dois meses de preparação e treino - uma quantia literalmente astronómica! Segundo os cálculos dos promotores, há no mundo apenas 40 000 pessoas com poder económico suficiente para se tornarem potenciais clientes deste hotel.
Xavier Claramunt, antigo engenheiro aeroespacial e fundador da empresa, já revelou que está em conversações com empresas de diversos países, como os Emirados Árabes Unidos e os EUA, e ao que parece já há clientes interessados em passar três noites lá no alto: 200 pessoas já demonstraram interesse no projecto e outras 43 pessoas já reservaram efectivamente a sua viagem. Haja dinheiro. A inauguração está prevista para 2012.